Remédios extremamente bom contra sintomas da obsessão de espíritos

Remédios extremamente bom contra sintomas da obsessão de espíritos

O Remédios bom contra sintomas da obsessão: Ensinam os estudiosos do Espiritismo que “grande parte da humanidade é vítima de obsessão, exatamente por desconhecer os recursos, os elementos, os meios que tem ao seu alcance para evitar ou livrar-se dela”. Sabemos que “a linguagem dos espíritos desencarnados é o pensamento. Pelo pensamento, identificam eles os sentimentos das criaturas, as suas intenções e tendências, e disso se prevalecem os obsessores para estimular, pela intuição, os vícios e as fraquezas humanas”.

No Capítulo XXIII de “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec (23ª edição, Editora LAKE, 2004, tradução de J. Herculano Pires), encontra-se que obsessão é o “domínio que alguns Espíritos podem adquirir sobre certas pessoas. São sempre os Espíritos inferiores que procuram dominar, pois os bons não exercem nenhum constrangimento. Os bons aconselham, combatem a influência dos maus, e, se não os escutam, preferem retirar-se. Os maus, ao contrário, agarram-se aos que conseguem prender. Se chegam a dominar alguém, identificam-se com o Espírito da vítima e a conduzem como se faz com uma criança”.

No estudo da Doutrina Espírita, além das obras básicas do codificador Allan Kardec e dos trabalhos de pesquisadores estrangeiros, encontramos um vasto acervo de obras complementares psicografadas por Chico Xavier, Divaldo Franco e outros grandes médiuns brasileiros, sem contar os  estudiosos nacionais como, por exemplo, Carlos Imbassahy, Deolindo Amorim, José Herculano Pires, Martins Peralva, Manoel Philomeno de Miranda, Ernani Guimarães Andrade e nomes do mesmo quilate. Registre-se, também, a oportunidade de uma visão no livro “Segurança Mediúnica” (Editora Fonte Viva, Belo Horizonte/MG), de João Nunes Maia, e, por maior razão, uma leitura em “Obsessão/Desobsessão” (Editora FEB, Rio de Janeiro), de Suely Caldas Schubert.

Obsessão e suas variedades

A palavra obsessão é o termo pelo qual “se designa o conjunto desses fenômenos, cujas principais variedades são: a obsessão simples, fascinação e subjugação”. Vejamo-las, a seguir, com base na obra acima, de Allan Kardec, que deve ser lida por toda pessoa que pretenda a busca da verdade.

Há obsessão simples, “quando um Espírito malfazejo se impõe a um médium, intromete-se contra a sua vontade nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com outros Espíritos e substitui os que são evocados”. (…) Pessoas mais honestas podem ser enganadas por trapaceiros… Esta forma de obsessão é apenas desagradável e só tem o inconveniente de dificultar as comunicações com os Espíritos sérios e com os de nossa afeição”.
Já a fascinação tem conseqüências mais graves. “Trata-se de uma ilusão criada diretamente pelos Espíritos no pensamento do médium e que paralisa, de certa maneira, a sua capacidade de julgar a comunicações. O médium fascinado não se considera enganado. O Espírito consegue inspirar-lhe uma confiança cega, impedindo-o de ver a mistificação e de compreender o absurdo do que escreve, mesmo quando este salta aos olhos de todos”. O Espírito se manifesta de maneira ardilosa, impondo livros comprometedores “e sugerindo psicografias a escritores vaidosos, às vezes, até envolvendo dirigentes de entidades espíritas que se consideram assistidos…”
E, por fim, a subjugação, em que o Espírito obsessor “produz a paralisação da vontade da vítima, fazendo-a agir como um joguete, levando-a a tomar e defender decisões absurdas e, muitas vezes, comprometedoras. Para alguns, o subjugado passa à condição de louco. É, por vezes, aquele que se diz saber tudo e ser infalível; apresenta-se, em manifestações psicofônicas (médiuns falantes), com nomes respeitáveis; aceitam elogios; não suportam críticas; procuram demonstrar superioridade ao falar, desenhar”. (Observação: ”quem receba más comunicações espíritas, escritas ou verbais, está sob má influência”. Isso decorre, em regra, da vaidade e do orgulho do médium).
Livre arbítrio, freios morais, possessão e subjugação

Pelo seu livre-arbítrio, o ser humano escolhe a forma dos seus pensamentos, palavras e atos. Cada um de nós fiscaliza a si mesmo, tendo por barreiras apenas os próprios freios morais.

Com o domínio moral do livre-arbítrio, o ser humano, Espírito encarnado, tem a seu critério, numa concessão de Deus, a faculdade de elevar-se ou destruir-se, escolher o bem ou escolher o mal. Por isso, o encarnado (cada um de nós) sofre a ação benéfica ou maléfica dos Espíritos, que não apenas penetram o que pensamos, mas influem decisivamente no que pretendemos realizar ou realizamos. Aliás, quando pensamos, não é nosso cérebro que realiza tal operação; é o Espírito, ser inteligente da Natureza, que pensa. Desta forma, somos influenciados pelos Espíritos e, pela nossa vaidade, achamos que toda ideia brilhante nasceu de nós mesmos e toda atrapalhação vem de nossos inimigos. Devemos estar ligados (orar e vigiar, mantendo a mente limpa e cuidando do que pensamos e dizemos), para não sermos envolvidos pelos Espíritos zombeteiros e não corrermos o risco da subjugação.

Aliás, quando ouvimos a expressão “ele está possuído”, como se o indivíduo estivesse ‘tomado’ por um Espírito obtuso, devemos observar a lição do professor Herculano Pires, tradutor das obras de Kardec, que explica: “possessão” corresponderia à subjugação. Mas é bom ter em mente que, embora o Espírito obsessor possa influenciar o encarnado (cada um de nós), ele não se introduz no corpo daquele nem substitui seu Espírito; entretanto, é o encarnado, por ter os mesmos defeitos do Espírito que dele se acerca, que permite sua ação. “Veste suas roupas e age como se fosse ou estivesse possuído (subjugado)”.

A médium Suely Caldas (obra citada, 5ª edição, 1985, p.42) aponta “O Livro dos Médiuns”, de Allan Kardec, no seu item 252, para mostrar que “as imperfeições morais dão azo à ação dos Espíritos obsessores”. Assim, não há dominação do Espírito obsessor, se não houver a participação do encarnado. Ou seja, só seremos alcançados por Espíritos negativos, se nos afinarmos com eles.

Esclarece Kardec (p.219 do livro citado) que “a obsessão é um dos maiores escolhos da mediunidade e um dos mais frequentes… A obsessão, em qualquer dos seus graus, sendo sempre o resultado de um constrangimento, e não podendo jamais esse constrangimento ser exercido por um Espírito bom, segue-se que toda comunicação dada por um médium obsedado é de origem suspeita e não merece nenhuma confiança”. (grifos nossos).

Formas e características da obsessão

Como todos nós – encarnados e desencarnados – somos Espíritos, possuindo maior ou menor desenvolvimento na caminhada evolutiva terrena, ensinam os doutrinadores do Espiritismo que a obsessão pode se apresentar sob várias formas:

de encarnado para encarnado(de pessoa física para pessoa física);
de desencarnado para desencarnado (de Espírito para Espírito);
de encarnado para desencarnado (de pessoa física para Espírito);
de desencarnado para encarnado (de Espírito para pessoa física);
de ‘perseguição recíproca’ (de encarnados ou desencarnados, ao mesmo tempo, que vibram um contra o outro ou se vampirizam mutuamente);
de auto-obsessão (em que a pessoa reiteradamente se culpa ou é fantasma de si mesma).
No item 243 de “O Livro dos Médiuns”, em resumo, Kardec diz que se reconhece “a obsessão pela seguintes características:

insistência de um Espírito em comunicar-se, queira ou não o médium, pela escrita, pela audição, pela tiptologia (batidas, pancadas) etc;
ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de conhecer a falsidade;
crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam , sob nomes respeitáveis e veneráveis, dizendo falsidades e absurdos;
aceitação pelo médium dos elogios que lhe fazem os Espíritos comunicantes;
disposição para afastar pessoas que possam esclarecê-lo;
levar a mal a crítica das comunicações que recebe;
tem necessidade incessante e inoportuna de escrever;
qualquer forma de constrangimento físico, forçando-lhe a agir e falar sem querer;
ruídos e transtorno ao redor do médium, causados por ele ou tendo-o como alvo”.
Sintomas iniciais da obsessão

Quantos aos sintomas do estado inicial da obsessão, há cerca de 40 anos, descobrimo-los nos seguintes casos, apontados em um livro que folheamos, na velha “Casa Fretin”, na Rua São Bento, no centro de São Paulo, quando ainda não conhecíamos o Espiritismo Cristão:

“1 – tendência para dar risadas sem motivo ou a pretexto de coisas fúteis; 2 – manifestações de cacoetes; 3 – vontade de chorar, sem razão plausível; 4 – comer exageradamente, ou não querer comer a ponto de cair doente (anorexia); 5 – estar sempre com sono; 6 – sentir prazer na ociosidade; 7 – exteriorizar manias; 8 – repetir idéias fixas; 9 – fazer gracinhas tolas; 10 – amofinar, persistentemente, o próximo; 11 – repetir, mecanicamente, o mesmo dito; 12 – deixar-se dominar por paixões; 13 – ter prevenções descabidas; 14 – demonstrar casmurrices; 15 – ter práticas viciosas; 16 – demonstrar atos de ostentação; 17 – ter explosões temperamentais; 18 – ser dado a mistificação; 19 – dizer mentiras; 20 –expressar-se licenciosamente; 21 – revelar covardia; 22 – usar palavrões; 23 – demonstrar fanatismo; 24 – gesticular e falar sozinho; 25 – ser sistematicamente importuno; 26 – ouvir e ver coisas fantásticas; 27 – gastar acima do que deve e pode; 28 – ter manias de doenças; 29 – descuidar-se das obrigações no lar e no trabalho; 30 –abandonar os deveres caseiros, ausentando-se do seio da família; 31 – viver num mundo distante, sonhadoramente; e 32 – provocar e alimentar discussões. (QUALQUER DESTAS ATITUDES, AINDA MESMO QUANDO NÃO CONSTITUA UM ESTADO DE ANORMALIDADE MENTAL ADIANTADA, PREDISPÕE À OBSESSÃO)”.

Remédios para afugentar sintomas obsessivos

Sabedores de que somos o que pensamos, e de que somente corremos o risco de sermos alcançados pela obsessão, quando nos esquecemos de que estamos sempre rodeados de Espíritos – esclarecidos ou atrasados, bons ou maus -, dependendo apenas do nosso comportamento, vejamos, resumidamente, quais os remédios para afugentar os sintomas obsessivos.

Repitamos o que disse Chico Xavier: “A mente é o meu lar; o coração é meu templo; a verdade é meu culto; o amor é minha lei.”

Roguemos sempre a proteção divina e sigamos as lições do Cristo. Peçamos ajuda aos Espíritos de Luz para que sejamos justos. Coloquemo-nos como instrumentos úteis a serviço do bem.  Evitemos a maledicência, aprendamos a perdoar e jamais nos esqueçamos do exercício de caridade moral e da caridade material para com os nossos semelhantes. Tratemos as ofensas sofridas como se elas não existissem, porém jamais olvidemos os elogios recebidos.

E acompanhemos o que ensina o Espírito Emmanuel, na psicografia de Francisco Cândido Xavier, no final do texto “Em Casa”, do livro “Luz no Lar”: “À frente de toda dificuldade, e de toda prova, abençoa sempre e faze o melhor que possas. Ajuda aos que te partilham a experiência, ora pelos que te perseguem, sorri para os que te ferem e desculpa todos aqueles que te injuriam… A humildade é a chave da nossa libertação. E, sejam quais sejam os teus obstáculos na família, é preciso reconhecer que toda construção moral no Reino de Deus, perante o mundo, começa nos alicerces invisíveis da luta em casa”.

Por fim, estejamos sempre alerta: NÃO HÁ OBSESSORES PARA QUEM NÃO SE DEIXA OBSIDIAR. A PRECE SINCERA E O AMOR AO PRÓXIMO SÃO OS REMÉDIOS INFALÍVEIS PARA O PROGRESSO CONSTANTE DE CADA SER HUMANO E PARA A ELEVAÇÃO MORAL DO SEU ESPÍRITO ETERNO.