Fundação do gfeb: Breve histórico da casa

Fundação do gfeb: Breve histórico da casa

Por tudo aquilo que aprendemos na Doutrina Espírita, consoladora e renovadora de nossas vidas, entendemos que, a instalação de uma Casa Espírita, quando isenta de vaidade humana, ocorre através da afinidade que se estabelece entre espíritos encarnados e desencarnados, com o objetivo de atender, não somente aos ideais de seus fundadores, em face de um planejamento reencarnatório, como também as necessidades dos dois planos da vida. Até porque, segundo a Espiritualidade Superior, algumas instituições não se acham vinculadas à Vida Maior por se acharem tomadas pela vaidade e todo um cortejo de interesse inconfessáveis.
Em meados de 1992, o confrade Itamar Morato César freqüentava e Grupo Espírita de Fraternidade Albino Teixeira, do qual participava a mais tempo a sua esposa, Eulina Aparecida Morato, quando surgiu a necessidade de adquirir um lote para construção de sua nova moradia, visto que se aproximava o dia em que haveria de se aposentar e devolver o imóvel residencial vinculado ao seu trabalho.
Considerando a sua situação financeira, Itamar Morato César deveria encaminhar seu projeto de uma nova residência para a periferia de Belo Horizonte. Por três anos seguidos uma empresa imobiliária havia lançado, no jardim de sua antiga casa, no bairro Aeroporto, alguns panfletos de propaganda sobre um novo loteamento nos limites ao norte da região de Venda Nova. De imediato, ele rasgava todos aqueles impressos, que indicavam uma localidade distante, e, com certeza, sem as condições que atendessem os seus anseios. Da última vez que tive em mãos um daqueles panfletos, ouviu uma sugestão para averiguar de perto os lotes oferecidos à venda.
Nosso companheiro realizou a primeira visita ao loteamento. Levada a informação ao lar, sua esposa ficou curiosa e pediu-lhe para conhecer o local. Embora a área fosse distante e sem infra-estrutura obtivera a simpatia e aprovação de Eulina, por ser uma região bonita e agradável. Após a quitação de terreno eles começariam a construir a nova residência.
No dia de fechar o negócio, Itamar retornou ao terreno, à procura do corretor para acertar os detalhes da negociação. Não haviam muitas moradias; a região estava para ser desbravada. Lembrou-se da luta dos bandeirantes… De imediato, surgiu-lhe na mente: “Por que não instalar, nestas terras virgens, uma instituição espírita?”
Retornando ao lar, Itamar confidenciou à esposa sobre sua nova intenção: a de levantar também, nas proximidades da futura moradia, uma casa espírita. Quanto a esta idéia, não obteve aprovação num primeiro instante.
Passaram-se os dias, e eis que sua esposa, após algumas reflexões, entendeu o significado da sugestão e ficou decidido: haveriam não só de adquirir um terreno para levantar a nova moradia, também um outro para a edificação de um grupo espírita. Isso ocorreu em 1993 – ano da fundação do Grupo de Fraternidade Espírita “Eurípedes Barsanulfo” – GFEB.
Para concretização desta empreitada espiritual, deveriam convocar algumas pessoas para o início dos trabalhos. Naturalmente incorporam alguns amigos ao grupo familiar e todos se dispuseram a caminhar juntos.

Durante um ano, as reuniões foram realizadas no antigo lar, para estudo e harmonização do grupo de colaboradores.
Enquanto isto, o “grupo” providenciou o estatuto da nova entidade e a documentação necessária para o registro, conforme exige a legislação.
Em 1º de maio de 1993 procedeu o lançamento da “pedra fundamental”, com a presença dos fundadores e amigos, do presidente do Grupo Espírita da Fraternidade “Albino Teixeira” Professor Newton dos Santos Ribeiro, do representante da OSCAL, Organização Social e Cristã “André Luiz” *. O significativo evento foi registrado em foto e vídeo.
Inicio-se a construção de um barracão para deposito dos materiais a serem empregados na construção da sede, e, uma vez por semana, os confrades reuniam-se no local.
À medida que as obras prosseguiam, resolveu-se adequar o barracão para um pequeno salão, onde seriam iniciadas em definitivo as nossas atividades – 1994, a 1º de maio ( dia de aniversário de nascimento de nosso mentor espiritual, Eurípedes Barsanulfo).
Sem infra-estrutura no local, somente contando-se com o abastecimento d’água, lançou-se mão do “liquinho”, lampião a gás, para a realização de nossas reuniões noturnas.

O tempo correu e hoje temos todas as melhorias no bairro Maria Helena: água, esgoto, luz, telefone e recentemente o asfalto.
O nome do mentor surgiu de uma intensa afinidade e simpatia de Eulina e Itamar pelo abnegado Espírito Eurípedes Barsanulfo, porém aguardavam a aprovação da Espiritualiadade.

O GFEB tem por fundadores: Adelino Perí Francisco Novaes, Francisco de Assis Morato, Marcigeta Morato Monteiro, Wagner Marques Lopes, Francisco Eurivaldo Vanderlei, Sheila Morato, Shirley Morato, Eulina Aparecida Morato e Itamar Morato César.
*
O grupo de fundadores foi recebido no Grupo Espírita de Fraternidade Albino Teixeira com a presença da Médium Sônia Maria Cunha, para uma reunião mediúnica de orientação. Ali, Eurípedes Barsanulfo veio a nos dizer, dentre outras orientações: “Os trabalhos iniciam com este grupo de companheiros, os outros virão no devido tempo”.

Recebemos sugestão de amigos do “Albino Teixeira” para que nos filiássemos à OSCAL. Para tanto, solicitamos-lhes um estatuto “Padrão”, e o adaptamos às nossas necessidades.
Alguns companheiros tomaram outros caminhos, enquanto recepcionamos outros, que se incorporaram ao grupo.
A composição atual da diretoria do GFEB, para o biênio 2000/01 é a seguinte: Itamar Morato César – coordenador geral; Shirley Morato – Vice Presidente; Andéia Marmol – secretaria; José dos Santos Ferreira – Tesoureiro; Wagner Marques Lopes – presidente do Conselho de Representação da Assembléia; Eulina Aparecida Morato – secretária do Conselho da Representação da Assembléia.
As atividades do GFEB são desenvolvidas de acordo com as orientações da Doutrina Espírita, dentro das diretrizes do Movimento da Fraternidade e do movimento espírita de Unificação.

São nossas atividades:
— Reuniões públicas de estudo da doutrina.
— Estudo e prática da mediunidade.
— Campanha do quilo e atendimento a algumas famílias..
— Mocidade.
— Evangelização infantil.
— Culto do evangelho nos lares. .
— Visitas fraternas e biblioteca.

Temos nos empenhado em participar dos encontros e eventos do Movimento Espírita, em geral, achando-se o GFEB filiado a AME-BH (Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte).
No inicio de nossas atividades, criamos um boletim informativo mensal, o “GFEB-LUZ”, para mantermos em contato com os Grupos da Fraternidade e todo o movimento espírita. O Primeiro número foi impresso numa folha, e hoje, nosso informativo conta oito páginas, divulgando a Doutrina Espírita, o Movimento da Fraternidade e a “Casa de Barsanulfo”. Com todas as dificuldades, incluindo-se a financeira, temos dedicado nossos esforços para mantê-lo em circulação. Através do “GFEB-LUZ” temos feito muitos amigos, transmitindo, através de suas muitas mensagens, o estímulo e consolo proporcionado pela Doutrina Espírita. Bem sabemos da modéstia de nosso informativo, pois, em sua maior parte, as matérias não são inéditas, mas as compilamos, analisamos para reprodução, partindo do pressuposto que muitos de nossos leitores ainda não tiveram acesso às mesmas. Sabemos que poderíamos receber inúmeras críticas, que, certamente, nos ajudariam a aperfeiçoar nosso boletim. No entanto, temos recolhido de dedicados companheiros palavras de incentivo e até elogios, mas como estes não nos iludimos. Entendemos que , a nobreza da causa espírita compensa todo e qualquer esforço. Estamos preparando uma mudança no visual do “GFEB-LUZ”, e aguardamos, para breve, a inserção de artigos inéditos de escritores espíritas.

Nosso grupo ainda continua pequeno, aos nossos olhos, mas continuamos no “bom combate”, certamente confiantes nos Amigos Espirituais possuidores de grande paciência com nossas imperfeições, e principalmente com fé em Deus e a paz de Jesus, nosso Modelo e Guia.

Esperamos que, através deste relato sucinto sobre o Grupo de Fraternidade “Eurípedes Barsanulfo”, possamos contribuir com a formação do acervo histórico com a ajuda do Cristo e de seus iluminados colaboradores, haveremos de prosseguir, num clima de Trabalho e Harmonia com os nossos compromissos firmados com a Espiritualidade Amiga.
Que a paz de Jesus esteja conosco.

Fraternalmente,
Autor: Wagner Marques Lopes